Dia europeu do(a) vizinho(a) | 26Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Eu estou admirado, então onde estão aqueles que acorrem a lembrar-nos dos dias temáticos? É o dia dos namorados já andam uma semana antes a poluir o site com poemas inflamados dedicados aquela (e) a quem andam a fazer olhos de carneiro mal morto. Vem a Páscoa então?é um autêntico lixo virtual. E no natal? Lembram-se todos de ser bonzinhos, é paz e amor para aqui, menino nas palhinhas para ali? prolongam aquilo ao máximo do desespero e da paciência. Já para não falar daquelas coisas de cortes de energia, de andarmos todos de bicicleta, essas então moem-me o juízo. E então hoje? Ninguém diz nada? Pois é? hoje é o dia europeu do vizinho. Por isso a besta do meu vizinho do 2º direito hoje me cumprimentou no elevador. Eu resmunguei-lhe uma resposta á laia de cumprimento, uma forma de o mandar para o raio que o parta em surdina. Pois, tem que ser em surdina que o gajo é um autêntico armário. Mas agora percebi a insistência da vizinha do quinto esquerdo numa visita minha logo á noite que o marido está deslocado para as obras de um qualquer centro comercial lá para os lados de Lisboa (que aquela gente só quer centros comerciais). Tenho para mim que me vai obsequiar com um dia dos namorados antecipado em jeito de celebração por tão bonito dia. Por isso hoje decidi ser simpático com os vizinhos, não escarrar na entrada do anormal do 6º direito que estende a roupa por cima da minha. Não dizer á velha esclerosada do 4º frente o quanto me irritam os gatos dela e o chilrear dos periquitos que põe na varanda. Não riscar o carro do paspalho do R/C que gosta de o estacionar debaixo daquela árvore que dá sombra á qual tenho direito porque vivo lá há mais tempo. Hoje, mas só hoje e por ser o dia que é, não vou dizer aos meus fedelhos para mijarem da varanda para o terraço do abstunto do r/c que se me adiantou na compra do apartamento perdendo eu a oportunidade de ter uma churrasqueira no apartamento, além de que um terraço dá sempre jeito para esticar uma rede e bater umas sornas á tarde. Hoje se partir o retrovisor do gajo que tem lugar de garagem ao lado do meu, vou tentar pô-lo direito e aí sim, se não conseguir não ficarei com problemas de consciência por não lhe deixar um bilhete a avisar. E para celebrar até estou a pensar em fazer-me convidado para comer uma fatia de bolo no fim do trabalho na casa do bigodes do 3º dir. e depois para fechar o dia em beleza vou fazer a visita á tal vizinha, coitada que se deve sentir tão só? Só espero que tenha feito a depilação.
Eu sou um vizinho fantástico?


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1241)

Ser pobre um dia... | 24Mai2009 00:00:00

Publicado por:


O João da Nora trabalha no campo
Rompe a pele em cabo de enxada
Trabalha também na fábrica
Rompe os pulmões até de madrugada

Respira a bosta de boi durante o dia
O amoníaco ácido durante a noite
Que lhe queima os pulmões e o cérebro
A jorna acaba dorida como um açoite

Leva na lancheira o pão e a tristeza
Por todos os poros arrota desgraças
Já não é novo, ele sabe-o e sente-o
Roga ao Senhor, lhe traga novas graças

E não pede muito o João, velho
Embora de idade seja novo
Pede o direito á diferença
Entre os velhos deste povo

Fecha os olhos ajoelhado ao Altar
E pede a graça de ser pobre um dia
Para que assim não o seja todos os dias
Que lhe renove uma vida sem agonia


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (937)

Oh Danny Boy over the green fields of our beloved Ireland | 21Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Ès Celta Danny Boy
Vens lá dos confins da história
Orgulhoso dos verdes campos
Da tua Irlanda pátria e glória.

Levanta a cabeça Danny Boy
Não cai sobre ti a vergonha
Continua a tua marcha de orgulho
Mostra-nos a tua face risonha

Menino pobre acolhido
Pela igreja que te traiu
Escravo, te fizeram e possuíram
Na casa que te instituiu

Ergue-te Danny Boy
Que não é tua a peçonha
Tua, são os verdes da Irlanda
Que verguem eles a feia carantonha


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1119)

Poema a um Mulherão | 20Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Avó Maria, baixinha e anafada
Carrega o neto pela escada
Com cuidado o mergulha na tina
Para um banho em água temperada

Já adulto e sem tino nem razão
O neto só abana as mãos e a cabeça
Em jeito de agradecimento
Esperando que o passeio aconteça

Já lavado e perfumado
Coloca-o a peso na cadeira
E vai apanhar o catorze
Que pára na pasteleira

Carrega-o no autocarro
Perante o olhar indiferente
Do motorista e do passageiro
Adulto imbecil e velha indigente

Sai a avó Maria do catorze
Apanha o metro para o hospital
Em dia de tratamento físico
Para seu neto doente mental

Abandonado pela mãe
Esquecido pelo pai, seu filho
Que a abandonou também
E a deixou neste andarilho

?Porque não o interna aqui??
Pergunta-lhe o médico no hospital
?E quem me ensinaria a amar??
Pergunta a avó em ar normal


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (1893)

O amor da minha vida | 19Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Vou-te continuar a seguir
Ainda que me digam e berrem
Que não tenho razão
Quero-te antes que os olhos se cerrem

A razão com que te sigo
Está na força do meu querer
No chão que piso e calcorreio
No horizonte de vista a perder

Mas não perco a vontade
Nem sequer na corrida o norte
Busco-te em demandas loucas
Quero-te antes da minha morte

E se não te encontrar
Quero nessa busca morrer
Que de mim se diga que morri
Na tentativa de te conhecer

Mesmo que não te veja
Quero a tua face beijar
No leito de esperança em que vivo
Quero que nua e rara me venhas abraçar

Envolve-me o teu longo e doce abraço
Leva-me nos firmamentos em que navegas
Utopia amada, como te quero e amo
Utopia, nunca cansas dos sonhos que carregas


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (851)

essa palavra, liberdade | 15Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Surge-nos a ilha assim de momento
Banhada por intolerância a poente
Causa-nos estranheza que resista
Ás vagas da inquisição a nascente

Libertou-se da gravata e do laço
Maculou o alvo colarinho
Verberou o ímpio maldizente
Mostrou afilado o feio focinho

Lançou sobre ela a matilha
De raivosos e de ira lançados
Sobre ela que é tua e minha
Os cães, rafeiros de toga trajados

Mas a palavra não se deixa vencer
Vive mesmo quando fala de morte
É ilha altaneira cume de rocha
Que as vagas e outro tipo de sorte

Ainda que monstruosas e diletantes
É essa soma que escreve verdade
É por um simples conjunto de letras
Que se escreve palavra e liberdade


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (958)

A sina da minha aldeia | 13Mai2009 00:00:00

Publicado por:


Do alto da serra o vento espreita
A neblina clara e fria mais abaixo
Vislumbra telhados fugazes
Na povoação que se esconde debaixo

Pequena aldeia empedrada
De paciência e suor construída
Teimosa, rompe os ventos
E a tempestade empedernida

Em dias de sol e flores de estio
Espreguiça-se dolente serra acima
Serpenteia os riachos cantantes
Deslumbra quem se aproxima

Esconde um segredo a velha aldeia,
No granito cinzento que a compõe
Vive as gentes desta terra esquecida
Esquecidos por quem deles dispõe.

Das mesmas mãos que a construíram
Entra o papelucho na preta urna
Com uma cruz num boneco qualquer
Alarve, eleito espera qu?essa gente durma.

O mesmo segredo, já há muito
Deixou de ser, cochichado a preceito
choram-se da miséria e da fome
A que os votou quem foi eleito


Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (912)

8 a 14 de 129 Primeiro | Anterior | Seguinte | Último |
Painel controlo
  • Email:
  • Palavra-passe:
  • Lembrar dados
  • Ir administraçào


Anedotas
Um novo advogado acaba de montar o seu escritório no centro da cidade e, como não tem clientes, quando um homem entra finge que está a falar ao telefone:
- Sim, sim, como quiser. O julgamento então será na sala de tribunal.
Desliga o telefone e pergunta ao homem:
- Então o que deseja?
- Sou da Portugal Telecom e vinha ligar o telefone...
Com Poesia

rodinha26

flavio

dianabalis

a-cor-da-poesia

lisura

joaonegreiros
©2017, BlogTok.com | Plataforma xSite. Tecnologia Nacional